terça-feira, 27 de novembro de 2007

Neutralidades


numa tela em branco escrevo os passos da memória, as directrizes dadas pelo pensamento inconsciênte da minha consciencia abandonada á beira-rio numa noite de Lua

no espectro de cores do universo, roubo o vermelho da paixão e o verde da esperança lusitana, Dama Regente de uma pátria de conveniências, apátrida de si mesma, chorando lágrimas da fome do mundo...

do nada da minha mente, nascem textos á toa, de quem não sabe dizer o que reza a imaginação...

Estou neutra. Vou com as aves

domingo, 25 de novembro de 2007

«Encosta-te a Mim» - Jorge Palma


"Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.


Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.


Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.


Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim

Encosta-te a mim


Encosta-te a mim

Quero-te bem.

Encosta-te a mim."

sábado, 24 de novembro de 2007

Lótus, no negrume do gelo do corpo


Ouves o gemer daqueles que te nas noites me perseguem, sentes o vento gélido dos que vêm de além-vida, atormentam-me os choros das crianças sem fome de fome, mas famintas de carinho...
Os fantasmas perseguem-me e tu não sabes como lhe fugir...

O que te espera no retorno nunca será, e será sempre aquilo porque esperavas.

Quem és, quem sou, de onde vimos? Pra onde vamos neste incessante jogo de mágoa, de inflação premeditada desta dor jamais desejada?

Porque me amas retalhas-me com as tuas mãos dóceis o corpo, a alma, o coração que em bandeja de prata e platina te enviei, porque me amas assustas-me com os teus gritos meigos, carregados de medos, porque me queres aterrorizas os meus maus momentos com a tua incontida brutalidade e rebentas os diques do meu carinho, do meu sonho, da minha dádiva.

Porque te amo, persigo realidades irrealizáveis, calco e recalco as teclas da escuridão do meu ventre, releio as histórias de um presente que passou depressa demais.
No negrume do nosso ócio, perco as lágrimas que me deslizam pelos seios, na escuridão, afago o rosto que as tuas mãos já não podem tocar...
A minha pele queima-te, arde-te no peito o amor que te tenho, ardem-te nos olhos os rios que fluem por causa dos meus fantasmas.

Mas afinal, que amor é este, que tráz com ele a brisa polar de um Inverno com esperanças de passar, que razão, que direito, que arrastar de efemérides de um Olimpo jamais sentido, visto, recolhido pelos pêlos desse corpo em que me escondo...

Continuaremos a fundir-nos no escaldar de um sentimento que não se esvairá nas ondas do tempo, poderemos ainda salvar algo que se irá regenerar solidamente na solidão de uma solitude inquieta.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Lótus, coração na boca


'' Seu vôo anuncia o fim de uma era e o começo de outra: é a ave dourada da alma humana''

No coração de cada um, quando ele se encontra no sitio certo, alojado no peito, existe aquela vontade de sobreviver e quando o mundo não o permite, renascer das cinzas, como estas míticas aves, Aves de Fénix.
Quando uma Fénix voa, uma era termina e uma nova se inicia, contra as tormentas e as marés, deixando ao critério do cérebro e das tristezas aquilo que cada um de mais correcto guarda na alma


«A Fênixs é bastante popular como entidade mística. Mas, a sua lenda e significado estão bastante esquecidos. De acordo com a lenda, a Fênix é uma ave do tamanho de uma águia, de plumagem de cores brilhantes : ou púrpura, com um colar dourado ou uma viva combinação de vermelho, dourado e azul. Dizem que existiria apenas um exemplar da sua espécie que viveria á uns tempos na Arábia.
Ao fim de uma época, quando quando sente a aproximação da morte, constrói uma pira, onde coloca as mais doces iguarias e canta uma canção de rara beleza. Os raios do sol incendiavam o ninho e tanto este como o pássaro são consumidos pelas chamas.

Das cinzas emerge uma larva que, depois se transforma em outra Fênix. De novo pássaro, a obra é recolher os remanescentes do seu ancestral e voar para Heliópolis (a cidade do sol), junto ao rio Nilo. Ali os sacerdotes arecebem com grande cerimonial.

A Fênix sepultava os restos mortais do seu ancestral num templo e retornava à Arábia.»

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Lótus, Inimaginável no Imaginário Real das Sensações

Dentro do saco das esperanças arquivei um dia todas as realidades paralelas, relacionadas, arroladas áquela em que durante anos a fio fui existindo, sendo um espectro desnudo de mim mesma.

Dentro do saco dos sonhos guardei por algum tempo, a vontade de realizar feitos impossiveis, de ser um EU dentro do meu pequenino eu, de criar algo visivel pelo olho daqueles que criticam sem saberem reflectir no espelho as suas próprias dores e desilusões.

Ultimamente, vou acordando, sentindo na minha pele que tudo não passou de uma ilusão crescente...

Arrisco-me a perder a vida pela qual lutei e fui trilhando caminhos nem sempre correctos, nem sempre fiáveis mas não sei se isso ruge dentro do meu corpo adormecido de leoa.

Que savana é esta em que me deito á sombra, em que me protejo de todos os ataques exteriores, mas na qual, afinal, não consigo proteger-me de mim mesma?

Vou correndo, trotando a pequenos passos a história jamais contada deste corpo que guardo junto do meu peito, dentro de mim, mas que, na conclusão de tudo, pertence a um ser que nem eu conheço...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Lótus....Fumado


Ficamos felizes, alegres, contentes, achamos o máximo, o expoente da sorte, quando entramos nos modernos caixotes em que vivemos e temos aquela caixita mágica, inimiga do habitual frio de inverno, a tradicional Lareira.

Pois é, eu também tive a sorte (começo a questionar esta palavra, dentro do contexto) de, no meu querido caixotinho do 3ºandar ter um exemplar destas pequenas maravilhas.

Pórem, neste momento, ao longo da minha escrita, creio profundamente ter sido transportada para outra dimensão e ter passado do meu amoroso apartamento para um FUMEIRO... sinto-me um presunto... resta saber, quanto tempo mais ficarei pendurada neste vertiginoso plano paralelo...

SEM MAIS COMENTÁRIOS :P

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Lótus... consentido no sentido


Consinto no mundo que me arrasta para além dor, aprendi recentemente que existe uma prospectiva, que perpectivei ser algo impossivel, impassivel de ser real.

Abandono o silêncio contido no ruído que me encaminha para trágicos meandros de desleixo e desespero, e trilho caminhos que alguém trilhou para mim. Sinto-me inocente na leitura de quem viveu a vida com sorrisos e me deu a mão sem conhecer quem sou ou de onde venho.

Foste quem leu as palavras que não disse e quem sentiu o que tive medo de mostrar, sim, eu sei que sim, pois de outra forma não fosse, o mundo não pararia de girar, numa notificação imparcial da minha parcialidade intranquila.

Tu, você por hábito, por um respeito mais sentido no «tu» abandonado á tua palavra, que corriges em mim a falta de tempo para ser feliz e me sentes capaz de direccionar e dirigir acções milagrosas na e para a minha infame vida, sem sentido consentido neste sentido que levo, que me mostraste as portas de um Nirvana tornado possivel, real e existente nesta existência que teimo em fazer desaparecer e tento a todo o custo sonhar, nunca viver.

Lótus... sem sentido do sentido

Sinto uma chama que me clama do peito, que rege, que chama, que impele uma mente, perdida, que sente, pra um outro lugar...

Lugar de cultura, de arte, para além da censura, que revela um mundo perdido no fundo das almas que choram...

O que se submerge no peito destes pobres de espirito, aculturais deles mesmos, desperdicios dos resquicios de projectos de gente?

Quem serão estas pessoas que vivem, correm, amarram, agarram o stress desse fugaz dia a dia atropelando a nossa arte, o teatro, a musica, a expressão?

gente sem povo, sem pátria, sem eles mesmos, sem coração.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Lótus Baralhado


É engraçado que quando iniciei as postagens neste blog, não era suposto isto ter o aspecto deprimente que tem agora.

Era suposto ser algo que permitisse a mim mesma avaliar-me psicológica e emocionalmente, mas afinal saiu assim. Não que não me permita fazê-lo do mesmo modo, apenas acho que nunca tinha pensado que a minha mente estava neste estado, que vi hoje ao reler os posts.

Bem, aparte de tudo isso, aconteceu-me uma coisa engraçada. Conheci um pianista, já á uns tempos atrás e um dia destes vou beber um café com ele.

É uma personagem caricata, daquelas que só se vêem nos filmes e nas séries americanas, vivido, viajado, dois casamentos em diferentes religiões. Alguém com um discurso meio incoerente, meio sóbrio-meio ébrio, mas que me deixou com a sensação que tem muito para ensinar e ser escutado.

Por isso...vou beber o tal café e depois conto como foi.

Pra já... nada mais para mostrar. ;)

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Lótus de Esgotamento


A cabeça dói e o corpo geme... range, de cansaço, de esforço acumulado, de aturar gente ébria e sóbria, chatos, simpáticos, mimalhos...

Pois é... apesar de todas as promessas pessoais, voltei a trabalhar á noite. A angústia é tanta, que não tive mesmo outra hipótese senão esta.

Mas estou a ressentir-me do esforço fisico que nao posso fazer mas tenho feito.

Estou na Recepção ao Caloiro 07 de V.N.Famalicão, e só rezo para que isto finalmente termine e eu possa voltar a jantar com o meu amor, tranquilamente e enrolar-me com ele numa manta no sofá a ver um filme...

Estou a perder a esperança de que um dia consiga sentir-me realizada e isso dói.

Esgotada. É a palavra perfeita que me descreve neste momento.


Vou com as aves...perdida no meio de uma multidao

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Lótus de Cansaço

Conheço a Lei de Murphy... e acredito piamente nela...

A lei de Murphy diz que no Universo, tudo o que é passivel de correr mal, vai ser assim, vai correr mal

Este ano foi a prova viva de que ela (a Lei), é real.

Tudo o que podia correr mal, correu mal. Até tu apareceres.

Respiro-te e amo-te com todas as forças que ainda me restam.

Não são muitas, é certo, mas são as suficientes. Amor com amor se paga.

Agora vai ser assim.

Até que tudo se recomponha, e a Lei de Murphy seja para sempre eliminada da minha vida.

Tu? sabes, tu serás sempre o meu amor... mas amar... , já não significa sofrer

domingo, 4 de novembro de 2007

Lótus de Força

É realmente necessário que seja forte agora, pois valores muito altos se levantam na minha vida...

É realmente necessário que pondere todas as hipóteses e as clarifique na minha mente. APENAS EU SOU RESPONSÁVEL POR QUEM SOU E POR QUEM ME IREI TORNAR.

Necessito de um ponto de partida, algo que me vá focar nas minhas metas, impelir para o meu futuro brilhante e fazer-me ganhar fôlego para esta minha longa e árdua caminhada.

Esta noite em que escrevo, estou feliz, mas intranquila... ainda não sei qual será o meu ponto de partida. Mas tenho novamente junto a mim aquele que eu amo e isso trás-me muita paz.

Nunca fui muito de acreditar em amor, mas a realidade provou e continua a provar-me que amar, é apenas o mais belo estado de espírito do ser humano.

A ti, meu Raio de Prata, o meu futuro. Com todo o meu amor

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Lótus, Negro de esperança

Hoje roubaram-me um sonho...

Perdi a esperança na boa vontade do mundo e a fé naquele algo que pensei ser bondade...
Estou no fundo do poço, a olhar pra cima, sem conseguir acreditar que um dia vou sair daqui...
Sei que existem almas que batalham por entre vidas que lhes fogem, sempre tentando mais e melhor, sem nunca desistir dos sonhos ou das vontades.Não sei como ser assim, mas tento-o desesperadamente.
Existe um homem que amo e que me ama e que não consegue, mesmo querendo-o por vezes, abstrair-se dos meus problemas e do meu estado depressivo e que estou a fazer sofrer. Por vezes, por momentos, quero sair da vida dele e permitir-lhe que seja feliz. Nunca poderei possuir aquilo ou aqueles que amo.
Tenho uma amiga que adoro e que, apesar de toda a sua vida, também ela com problemas, me faz sempre sorrir e acreditar um pouco mais.
Pensei, numa determinada altura da minha vida, que era Rainha e Senhora do mundo e das Águas. Descobri á custa de muito sofrimento que não o sou, e nem poderei se-lo um dia. Falta-me força e alento.
Continuo a acordar a cada dia, esperando ver em vez das lágrimas que correm dentro de mim, um pouco do brilho do sol, mas cada vez menos tenho vontade de acordar.
Talvez um dia, possa dormir para sempre e deixar de tentar fazer sarar as feridas.
Por agora, apenas desabafo, desenterro as dores mais fundas e deixo-as vaguear através do meu corpo frágil e atormentado...