
Consinto no mundo que me arrasta para além dor, aprendi recentemente que existe uma prospectiva, que perpectivei ser algo impossivel, impassivel de ser real.
Abandono o silêncio contido no ruído que me encaminha para trágicos meandros de desleixo e desespero, e trilho caminhos que alguém trilhou para mim. Sinto-me inocente na leitura de quem viveu a vida com sorrisos e me deu a mão sem conhecer quem sou ou de onde venho.
Foste quem leu as palavras que não disse e quem sentiu o que tive medo de mostrar, sim, eu sei que sim, pois de outra forma não fosse, o mundo não pararia de girar, numa notificação imparcial da minha parcialidade intranquila.
Tu, você por hábito, por um respeito mais sentido no «tu» abandonado á tua palavra, que corriges em mim a falta de tempo para ser feliz e me sentes capaz de direccionar e dirigir acções milagrosas na e para a minha infame vida, sem sentido consentido neste sentido que levo, que me mostraste as portas de um Nirvana tornado possivel, real e existente nesta existência que teimo em fazer desaparecer e tento a todo o custo sonhar, nunca viver.
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