terça-feira, 29 de abril de 2008

Raios de Luz Capitulo 16º

Escorreram-me pelas mãos os tempos, escaparam-me os pensamentos perdidos na dor de te perder... brilha o sol pelo recuperar de quem contém o incontido, o que de uma alma rachada brota sem desejos nem esperanças. Existimos apenas pela existência do quotidiano, sobrevivemos nos odores das memórias trazidas pelo mar, encolhemo-nos nos perdões do que já não existe para ser perdoado, recuperamos finalmente a alegria de viver...
Estendo-me ao sol que raia quente, adormeço, desprotegida na carne, pensando no espirito... sou de novo menina, mulher, Senhora do Vento e das Águas, cedo aos sonhos revividos do amanha...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Desabafo

Arrastada pela força da saudade que guardo,fiel, atada ao coração dos Homens, perco-me em desvairios nesta cidade feia de belezas imperceptiveis...
O ar, carregado de cores brilhantes, asfixia-me, prende-me o corpo que sobrevive latente, perdido, com uma faca encostada á garganta...
um dia, o mestre falou:
«AGORA, JÁ NEM O VENTO MEXE AS CORTINAS DESTE CASA, E O SILÊNCIO É COMO UMA PEDRA, ENCOSTADA É TUA GARGANTA»