És assim. Bruto e absolutamente banal.
Fiz de ti o Rei do meu reino e tu deitaste pela janela a oportunidade de me fazer feliz. Não hoje, não ontem, mas em imbatíveis e sucessórias situações que me roeram o espírito como uma traça rói um pedaço velho de tecido.
Amo-te e tenho-te raiva. Esta contrariedade aos ditames do meu coração baralha-me o raciocínio de uma irracionalidade mundana.
Fazes de mim boneca de trapos, mas continuo a fazer de ti o meu homem.
Espezinhas a minha auto-estima, mas eu continuo a sorrir porque, de vez em quando, me fazes um carinho.
Achas que a tua vida não tem de mudar só porque me deixaste cair dentro dela, e julgas que amar é partilhar um espaço como quem divide uma casa.
Mentiram-te sobre o final desta história meu amigo, estás a perder a mulher que sou e a que moldaste a teu bel-prazer.
Durante um tempo, eu fui quem pensei que querias que eu fosse, eliminei-me do mapa pela perdição dos amantes que poderíamos ter sido, deitei-me nas mágoas de uma cama que não era a minha, mas que quis acreditar que sim.
Nesta casa onde vivemos, até o ar que respiro me parece roubado. Tudo tem o teu toque, o teu gesto, o teu cheiro, e nada me parece meu… não existe uma ponta de mim aqui. Hoje em dia penso que esta relação a prazo talvez nunca se torne nossa. Será para sempre apenas minha, porque nela, eu luto sozinha e perco-me em delírios poéticos de quem és.
Talvez sejas sempre apenas um estudante bruto, perdido, egoísta, que me esqueceu, quem sabe num paredão á beira-mar.
É assim que ainda te guardo, mesmo depois de tudo.
Sou rancorosa, porque me tornaste assim.
Fiz de ti o Rei do meu reino e tu deitaste pela janela a oportunidade de me fazer feliz. Não hoje, não ontem, mas em imbatíveis e sucessórias situações que me roeram o espírito como uma traça rói um pedaço velho de tecido.
Amo-te e tenho-te raiva. Esta contrariedade aos ditames do meu coração baralha-me o raciocínio de uma irracionalidade mundana.
Fazes de mim boneca de trapos, mas continuo a fazer de ti o meu homem.
Espezinhas a minha auto-estima, mas eu continuo a sorrir porque, de vez em quando, me fazes um carinho.
Achas que a tua vida não tem de mudar só porque me deixaste cair dentro dela, e julgas que amar é partilhar um espaço como quem divide uma casa.
Mentiram-te sobre o final desta história meu amigo, estás a perder a mulher que sou e a que moldaste a teu bel-prazer.
Durante um tempo, eu fui quem pensei que querias que eu fosse, eliminei-me do mapa pela perdição dos amantes que poderíamos ter sido, deitei-me nas mágoas de uma cama que não era a minha, mas que quis acreditar que sim.
Nesta casa onde vivemos, até o ar que respiro me parece roubado. Tudo tem o teu toque, o teu gesto, o teu cheiro, e nada me parece meu… não existe uma ponta de mim aqui. Hoje em dia penso que esta relação a prazo talvez nunca se torne nossa. Será para sempre apenas minha, porque nela, eu luto sozinha e perco-me em delírios poéticos de quem és.
Talvez sejas sempre apenas um estudante bruto, perdido, egoísta, que me esqueceu, quem sabe num paredão á beira-mar.
É assim que ainda te guardo, mesmo depois de tudo.
Sou rancorosa, porque me tornaste assim.
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