segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Raios de Luz 5ºCap.

Ecoam-me na cabeça os gritos que enterramos nas paredes onde me fizeste feliz.
Doem-me no corpo as horas de lágrimas e as violações do amor que te tenho.
És um snob. Nem sempre tens razão, e por vezes a tua doçura faz de ti um homem mau. Como posso ainda amar-te? Arrancaste-me pela boca a alma, destruiste em milésimos de pedaço todo o meu carinho.
A culpa é minha. Não fui capaz de cumprir as obrigações, contornar as tormentas que a vida nos trouxe. Não soube lutar.
A culpa é tua. Não foste capaz de me segurar quando eu caí, de esconder o desalento do teu rosto. Não soubeste amar-me.
Agora estás longe de mim e tudo me faz ver-te, sentir-te, pensar-te.
Dizes que não nos separamos porque nunca estivemos juntos. Continuas a preocupar-te com as aparências frente a um mundo cheio de podres. não confies, dizes tu. mas eu confio em ti e tu não me queres perto.
Detesto-te. Se me amas, vem buscar-me, mesmo não estando comigo. Diz-me que me queres e eu sou tua em horas marcadas que te convenham e não interfiram com a tua ocupada existência.
Faço tudo, nada e qualquer coisa pra voltar a ter a tua mão no meu bolso e a tua alma junto á minha. Só não me mates mais.
Já não posso voltar a morrer, nem por ti, que és o homem que amo.
Fizeste-me feliz, e anulaste essa felicidade com as tuas exigências de ser imperfeito.
Não te magoes, por favor, e não me esqueças. Não me esqueças, nunca me esquºas, daqui a dez anos tens uma promessa a cumprir. até lá a dor passa... e talvez sejamos outra vez nós.

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