(quem me dera que o Biscoito lesse isto!)
«(Entram todos os actores em cena. transportam consigo palha que amontoam no espaço. prometeu atrás dum grande vidro enche a boca de água. borrifa o vidro - acto repetido. os actores saem. pandora com uma grande saia rodada senta-se sobre a palha.)
pandora - passávamos os dias nus nas cercanias da cidade... esperávamos que as aves trouxessem suas vergonhas, seus relógios, seu sémen... a carne putrefacta liberta um odor rançosoagradável
prometeu - ah!...a vida é tão fácil...o excesso de açúcar provoca-me ataques repentinos de canibalismo.
pandora - toca-me com as mãos para que saboreie o orgulho de todos os amantes
prometeu - bastaria roçar a face com os teus cabelos enquanto te inclinas para me apetecer dizer aquela frase cujo significado só tu e eu conhecemos
pandora - e seria como se nos encontrássemos hoje pela primeira vez...que fazes, meu amor?
prometeu - acaricio a paisagem onde os meus olhos repousam.
pandora - e eu... choco o nosso ovo. traço o nosso futuro...
prometeu - oh!... finalmente o nosso filho nascerá!... que nome lhe daremos? jasmim?
pandora - não. pantagruel.
prometeu - não. isequiel.
pandora - não. ismael.
prometeu - não. farnel.
pandora - não. isabel.
prometeu - não. malaquias.
pandora - não. matias.
prometeu - não. elias.
pandora - não. beatriz.
prometeu - não. hércules.
pandora - sim.
prometeu - sim.
vulcano (entrando) - não... não... hércules, não... (chora) hércules é filho de júpiter e alcmena... não. não pode ser!... (choro mais forte enquanto sai de cena)
prometeu - sim. ele matará a minha águia e eu ficarei livre...
pandora - sim. este ovo é já um herói...
hércules (espreitando por baixo das saias de pandora) - mãe!... pai!... vou matar leões!... águias!... enfrentarei tudo... e lá terei de cumprir os trabalhos!sete trabalhos, não é?
pandora - doze, meu querido. doze trabalhinhos... tão lindo, o nosso filho.
prometeu - vai ser arquitecto. (Nota da Barbie: NINGUÈM MERECE!!!)
pandora - nem mais!...
uma voz - os acidentes divulgados neste palco não se prestam a satisfazer a curiosidade popular ou a qualquer instinto mórbido da natureza humana. os acidentes divulgados neste palco não se prestam a satisfazer a curiosidade popular ou a qualquer instinto mórbido da natureza humana...»
pandora - passávamos os dias nus nas cercanias da cidade... esperávamos que as aves trouxessem suas vergonhas, seus relógios, seu sémen... a carne putrefacta liberta um odor rançosoagradável
prometeu - ah!...a vida é tão fácil...o excesso de açúcar provoca-me ataques repentinos de canibalismo.
pandora - toca-me com as mãos para que saboreie o orgulho de todos os amantes
prometeu - bastaria roçar a face com os teus cabelos enquanto te inclinas para me apetecer dizer aquela frase cujo significado só tu e eu conhecemos
pandora - e seria como se nos encontrássemos hoje pela primeira vez...que fazes, meu amor?
prometeu - acaricio a paisagem onde os meus olhos repousam.
pandora - e eu... choco o nosso ovo. traço o nosso futuro...
prometeu - oh!... finalmente o nosso filho nascerá!... que nome lhe daremos? jasmim?
pandora - não. pantagruel.
prometeu - não. isequiel.
pandora - não. ismael.
prometeu - não. farnel.
pandora - não. isabel.
prometeu - não. malaquias.
pandora - não. matias.
prometeu - não. elias.
pandora - não. beatriz.
prometeu - não. hércules.
pandora - sim.
prometeu - sim.
vulcano (entrando) - não... não... hércules, não... (chora) hércules é filho de júpiter e alcmena... não. não pode ser!... (choro mais forte enquanto sai de cena)
prometeu - sim. ele matará a minha águia e eu ficarei livre...
pandora - sim. este ovo é já um herói...
hércules (espreitando por baixo das saias de pandora) - mãe!... pai!... vou matar leões!... águias!... enfrentarei tudo... e lá terei de cumprir os trabalhos!sete trabalhos, não é?
pandora - doze, meu querido. doze trabalhinhos... tão lindo, o nosso filho.
prometeu - vai ser arquitecto. (Nota da Barbie: NINGUÈM MERECE!!!)
pandora - nem mais!...
uma voz - os acidentes divulgados neste palco não se prestam a satisfazer a curiosidade popular ou a qualquer instinto mórbido da natureza humana. os acidentes divulgados neste palco não se prestam a satisfazer a curiosidade popular ou a qualquer instinto mórbido da natureza humana...»
(manuel almeida e sousa)
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