segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Movimento Inchado
assentámos numa superfície diferente. à nossa volta rodeando-nos em eclipse os gestos seriam uma outra forma de se dizer o dia – a luz fermento de luz, sabíamo-la criadora de um movimento inchado levemente azul como duas mãos que se pousam sobre a neve para nos acender. os braços também seriam outras tantas gaivotas esmiuçadas pelas nuvens, frenéticos e bastante quentes, procuravam um lugar entres os espaços, um encaixe visual para esse poema. ficámos secos de vida, coroados de ruídos cimentados que nos serviram de canção - ficámos para sempre periodicamente esburacados, espaçados no estômago, no peito e nos olhos. e, vangloriados, quisemo-nos fruto dentro do fruto, um fogo mais iluminado
maria rodrigues
Num Bar chamado
Textos de Outras Estradas
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